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Viagens pela Ásia nos anos 1930

 51428Uma seleção de trinta e cinco fotos de autoria de Verger destacando o universo infantil será mostrada a partir do dia 24 de novembro, no Instituto Feminino da Bahia. A exposição Pierre Verger – Olhares de Crianças foi organizada pela Fundação Pierre Verger e a entidade assistencial Associação Pontos Coração.

Lugar: Fundação Pierre Verger Galeria - Salvador/BA
Abertura: 1 de julhode 2017
Endereço: Loja 01, R. da Misericórdia, 09 - Centro, Salvador - BA

 Viagens pela Ásia nos anos 1930 mudam rumos da carreira de Pierre Verger

47125Apenas dois anos após ter ingressado no mundo da fotografia, Verger realizou, em 1934, uma volta ao redor do mundo para o jornal francês Paris-Soir, o mais importante da época. O roteiro marcou o início da carreira profissional do fotógrafo. Ele vinha de sua primeira grande viagem na Polinésia, em 1933.

Depois de ter atravessado os Estados Unidos de trem, Verger embarca num navio japonês em São Francisco para chegar pela primeira vez na Ásia, em Tóquio, em abril de 1934. De lá, segue para a China, Pequim, e Filipinas, volta para Europa, passando pelo Canal de Suez.

Alguns anos mais tarde, em 1937, a pedido de Maria Eisner que dirige a Agência Aliance Photo, Verger está de novo a caminho da China para cobrir o conflito sino-japonês (entre a China e o Japão). Desta vez, via terrestre, atravessa a União Soviética usando o transiberiano, passando pela Manchúria para finalmente desembarcar em Shangai, em outubro.

Pouco interessado em cobrir conflitos, Verger fica surpreso pelas condições dos europeus nas cidades bombardeadas, em que são reagrupados em bairros seguros, enquanto nos bairros adjacentes a população chinesa sofre sem nenhum tipo de proteção.

Uma vez completada a invasão, Verger segue para Nanquim, também em guerra, para finalmente retomar a rota para as Filipinas, destino real da sua viagem. Ele atravessa esse país constituído de muitas ilhas para continuar sua viagem pela Malásia, a então Indochina Francesa (Vietnã, Laos e o Camboja, Cochinchina, Tonquim), volta para Europa passando por Ceylan, na Índia e nunca mais retornará à Ásia.

Panorámico

Nessas duas viagens, que somam mais de um ano, a Ásia é o continente em que Verger passa mais tempo antes da segunda guerra mundial, fora a Europa. Ele realiza quase 11 mil cliques registrando o cotidiano das diversas culturas atravessadas.

Na sua primeira viagem, mais orientada nas cidades, Verger que ainda é novo na fotografia, tem uma multiplicidade de interesses. Já foca em feiras, ambulantes, portos, mas também faz tipo de fotografias que não faria mais no futuro, especialmente em Tóquio, como noites, eventos culturais, representações teatrais ou filmagem de produções cinematográficas.

A segunda viagem já foi bem diferente, desconsiderar o material feito durante o conflito sino-japonês, que Verger não gostava muito, embora bastante publicado na época, com grande destaque nas revistas Life e Regards. Verger foca essencialmente na vida popular, principalmente fora das grandes cidades das Filipinas e da Indochina. O ser humano é muito mais presente, arquiteturas e eventos muito menos.

As 33 apresentadas na Fundação Pierre Verger Galeria mostram a diversidade do material realizado durante essas duas viagens. Diversidade geográfica, contemplando os diferentes países percorridos, mas também diversidade temática, com fotos da guerra, das cidades, dos camponeses nas suas atividades, festas e costumes.

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Sobre a Fundação Pierre Verger Galeria

A Fundação Pierre Verger Galeria renova constantemente as exposições do espaço com recortes do rico acervo criado pelo fotógrafo ainda em vida.
Segundo Jorge Ribeiro, gerente do local “A Galeria está sempre aberta para pessoas interessadas no trabalho de Verger. É curioso como, ao verem as fotografias, as pessoas procuram mais informações e acabam levando para casa uma foto, um livro ou algum dos produtos inspirados na obra de Verger”.

Os livros disponíveis vão de fotografias de Verger, pelos quatro cantos do mundo, até seu aprofundamento na cultura afro e especialmente temas ligados ao candomblé.

“Por estar localizada no Pelourinho, no coração de Salvador, a Galeria recebe muitos turistas do Brasil e de vários lugares do mundo. Mas sempre gosto de reforçar que as portas estão abertas para os soteropolitanos que queiram saber mais sobre este conteúdo que está tão perto deles”, completa Jorge.

Toda a renda arrecadada com a venda de produtos é revertida para a manutenção dos trabalhos da Fundação Pierre Verger, tanto no que diz respeito ao acervo e à divulgação da obra do fotografo, como à promoção da cultura afro brasileira e às oficinas ligadas à comunidade afro descendente.

Serviço

Lugar: Fundação Pierre Verger Galeria - Salvador/BA
Abertura: 1 de julhode 2017
Endereço: Loja 01, R. da Misericórdia, 09 - Centro, Salvador - BA